Esse fator do dia a dia pode influenciar no surgimento de demência e Alzheimer
- superabhsaobento
- 17 de out. de 2025
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Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho concluíram que são necessárias pelo menos 10 horas diárias para cuidar da saúde do cérebro
Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Lucas Soares 16/10/2025 06h40

Caracterizada pelo declínio das funções mentais, como memória e raciocínio, a demência atinge cerca de 55 milhões de pessoas no mundo todo. Ela é um conjunto de sintomas causados por diversas doenças, sendo o Alzheimer a mais comum.
Fatores relacionados ao estilo de vida podem aumentar as chances de problemas do tipo. E, segundo um novo estudo, a falta de tempo provocada por uma vida corrida também pode influenciar no comprometimento cognitivo.

São necessárias 10 horas diárias para cuidar da saúde do cérebro
Durante o trabalho, pesquisadores examinaram informações sobre demência que foram relatadas nos campos da epidemiologia e neurologia, bem como de estudos de uso do tempo.
O que eles descobriram é que aqueles que experimentam falta de tempo para se dedicar ao autocuidado – uma condição conhecida como “pobreza de tempo” – são mais propensos a desenvolver demência.
As evidências sugerem que pelo menos 10 horas por dia são necessárias apenas para atividades essenciais à saúde do cérebro, como sono, refeições, atividade física e interação social.
As conclusões foram apresentadas em estudo publicado na revista The Lancet Healthy Longevity.

Uma questão de saúde pública
A equipe relata que a eliminação dos fatores de risco pode diminuir o risco de desenvolver a doença em até 45%. Neste sentido, ter tempo suficiente para a saúde mental pode ser uma forma de se prevenir contra o surgimento da demência.
Segundo os pesquisadores, as descobertas precisam ser incorporadas à maneira como o setor de saúde estuda e trata o problema. Isso significa combater as causas da falta de tempo para cuidado pessoal dos pacientes, especialmente de ordem socioeconômica.

Entre as alternativas citadas estão um transporte público de qualidade, o que pode reduzir o tempo dos deslocamentos, bem como arranjos de trabalho mais flexíveis. Estas medidas, aponta o estudo, precisam ser entendidas como questões de saúde pública.
Reportagem Original:



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